Um colecionador de Pokémon TCG relatou ter recebido de volta um lote de cartas enviadas à PSA por meio da GameStop com riscos visíveis nas slabs, as cápsulas rígidas usadas na certificação. Segundo o relato, todos os exemplares apresentavam marcas, embora alguns tenham sido descritos como mais danificados do que outros.
O caso chama atenção porque parte das cartas tinha alto valor de mercado, o que aumenta o impacto de qualquer dano físico ao invólucro. No relato, a orientação transmitida pelo funcionário da GameStop foi de que o envio para reslab — a troca da cápsula — não garante a preservação da mesma nota atribuída pela PSA.
Na prática, a preocupação do colecionador é que o problema tenha ocorrido durante o processo de manuseio ou devolução, sem que a empresa assuma integralmente o risco de eventual perda de nota em um novo encapsulamento. O ponto central da reclamação é a aparente assimetria entre o dano material no produto certificado e a incerteza sobre a responsabilidade pelo reparo.
O episódio também evidencia uma sensibilidade recorrente no mercado de colecionáveis: para cartas de maior valor, a integridade da slab é parte importante da percepção de qualidade e de revenda. Quando a cápsula volta riscada, mesmo que a carta permaneça intacta, o impacto comercial e visual pode ser relevante para o proprietário.