A PSA segue como a maior empresa de grading do hobby e, em geral, suas cartas graduadas alcançam os maiores preços no mercado secundário. Esse peso comercial ajuda a explicar por que muitos colecionadores continuam recorrendo à marca, mesmo diante de críticas recorrentes sobre consistência e transparência no processo de avaliação.
Nos últimos anos, a empresa também passou a integrar um grupo ainda mais concentrado. A controladora Collectors Holdings tornou-se dona da PSA, da Beckett e da SGC após adquirir as duas concorrentes, ampliando a fatia do mercado de graduação sob um mesmo guarda-chuva empresarial.
Esse cenário motivou questionamentos sobre concorrência no setor. A própria Collectors Holdings enfrenta uma ação antitruste que a acusa de reduzir a competição no mercado de grading e de ampliar seu poder de mercado; as alegações citam ainda possíveis conflitos financeiros, inconsistências de classificação e outras práticas comerciais, sem que isso represente conclusão judicial.
Fora do processo, a PSA também convive há anos com críticas de colecionadores e revendedores. Entre os problemas mais citados estão notas diferentes para cartas idênticas reenviadas, casos de cartas alteradas que teriam passado pelos holders da empresa e reclamações sobre submissões perdidas ou danificadas, embora parte desses relatos seja anedótica e outra parte esteja documentada.
Na prática, a combinação de liquidez, reconhecimento de marca e prêmio de revenda mantém a PSA no centro do mercado. Mesmo com a pressão por mais concorrência e por padrões mais claros de avaliação, a liderança comercial da empresa continua funcionando como principal argumento para colecionadores que buscam valor de saída mais alto.